6 de Março de 2014 00:03

Câncer de pênis: lesões no pênis podem ser sinais de câncer?

O câncer de pênis é um tumor maligno raro que em geral ocorre depois dos 50 anos de idade. No Brasil, o câncer de pênis representa 2% dos cânceres que atingem o homem. Cerca de 1.000 amputações de pênis têm de ser realizadas a cada ano. Em virtude de preconceitos, excessivo pudor ou medo exagerado da doença costuma acontecer que os homens custem a admitir as lesões e a procurar solução para elas, o que acaba por retardar as intervenções necessárias e diminuir a eficácia dos tratamentos.

Quais são as causas do câncer de pênis?

O câncer de pênis está relacionado às condições socioeconômicas do paciente e dependem, em grande medida, de condições de higiene e de hábitos de comportamento. Ele parece ser favorecido pela fimose (pele que reveste a glande), acúmulo de esmegma (secreção branca resultante da descamação celular) e higiene local precária. O HPV também parece ser uma das causas do câncer de pênis, tal como é do câncer do colo do útero.

Quais são os principais sinais e sintomas do câncer de pênis?

O principal sinal do câncer de pênis é o aparecimento de uma massa tumoral (caroço) ou uma ferida avermelhada, que não cicatriza, na glande, no prepúcio ou no corpo do pênis. De início, essas lesões podem ser indolores, o que retarda o diagnóstico. Outros sinais são manchas esbranquiçadas ou perda de pigmentação na glande, presença de esmegma com cheiro forte e de gânglios inguinais inchados na virilha.

Como o médico diagnostica o câncer de pênis?

O diagnóstico do câncer de pênis depende de uma cuidadosa história clínica e de um exame físico bem feito. A suspeita em geral parte de lesões penianas que não cicatrizam ou não desaparecem com os tratamentos convencionais. Uma biópsia de tecido retirado do pênis ajuda a selar o diagnóstico, que idealmente deve ser feito o mais rápido possível, o que melhora muito as chances do tratamento.

Como o médico trata o câncer de pênis?

Quando o diagnóstico é feito precocemente, a cura pode ser alcançada com facilidade. O tratamento do câncer de pênis consiste na retirada cirúrgica ou na ressecção a laser das lesões malignas, com o duplo cuidado de retirá-las integralmente e preservar ao máximo o órgão, de forma a manter as funções sexuais e urinárias o mais próximo possível do normal. O médico pode optar associadamente pelo tratamento local com radioterapia. A utilização da quimioterapia irá depender da presença ou não de metástases. Somente nas fases avançadas da doença está indicada a remoção completa do pênis e dos gânglios inguinais. Os tratamentos geralmente não afetam a fertilidade dos pacientes, exceto em casos de amputação do pênis, por tornar o indivíduo impotente.

Como prevenir o câncer de pênis?

A incidência do câncer de pênis pode ser significativamente reduzida por meio de educação da população quanto a hábitos de higiene e comportamento sexual.
Mantenha uma boa higiene peniana diária, especialmente depois das relações sexuais.
Faça cirurgia de fimose, se a pele do prepúcio estiver impedindo a exposição da glande. Isso facilita a higiene local e a não acumulação do esmegma.
Use sempre preservativos nas relações sexuais. Isso pode prevenir a contaminação pelo HPV.
Esteja atento à perda de pigmentação, feridas, nódulos, tumorações no pênis e/ou na virilha, inflamação e coceira por longo tempo. 

 

Fonte: ABC.MED.BR



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